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Legado dos Jogos Paralímpicos no Rio é compartilhado em Convenção na ONU

Noticia 863 de 14/06/2017

Brasil manifestou-se na ONU disposto a participar de acordo de cooperação que prevê troca de conhecimentos e incremento dos programas e das estruturas paralímpicas entre os países, especialmente os da América Latina.

O aprendizado e a experiência a partir da organização dos Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro em 2016 mereceram uma apresentação especial do Brasil a representantes das delegações internacionais participantes da 10ª Conferência dos Estados Partes Signatários da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, na manhã desse dia 13 de junho, na sede da ONU, em Nova Iorque, Estados Unidos da América.

Em painel mediado pelo Secretário Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pellegrini, o processo de preparação nacional para a realização dos jogos paralímpicos foi abordado como instrumento de abordagem do tema da inclusão em todas as esferas da sociedade. Também participaram do debate Bruno Bianco, assessor da Presidência da República do Brasil; Juan Pablo Salazar, representante da delegação da Colômbia; Dra. Linamara Rizzo Battistella, secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo; Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB); Andrew Parsons, vice-presidente do Comitê Paralímpico Internacional; Eduardo Campo, conselheiro da Colômbia e Equador no BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Na ONU, o Brasil definiu caminhos e assinou documentos na ONU para a difusão internacional, em especial aos países vizinhos, do legado adquirido a partir dos Jogos Paralímpicos 2016. Esse processo de compartilhamento de conhecimentos terá o apoio de entidades internacionais, como o Comitê Paralímpico Internacional, por meio da Fundação Agitos, o Comitê Paralímpico Brasileiro e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que provê recursos para a construção e reforma de estruturas paralímpicas e paratléticas em países beneficiários do acordo, em especial os latino-americanos.

A participação do Brasil nesse acordo de cooperação internacional é baseada no artigo 32 da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, que recomenda o compartilhamento das estratégias de conquistas em defesa das pessoas com deficiência, além de atender orientação da nossa Constituição em prol da integração com países da região latino-americana.